sexta-feira, setembro 17, 2004

Morreu Johnny Ramone


Depois de Joey (o vocalista), em 2001, de Dee Dee (o baixista), em 2002, terem-nos deixado, foi agora a vez de Johnny (o guitarra). Os Ramones surgiram em 1974, mas tiveram uma importante presença nos anos 80, temas como Do You Remember Rock'n'Roll Radio?, Baby I Love You e Rock'n'Roll High School vão ficar para sempre.


you are...




pensamento...



Encontros Imediatos...

Hoje quase conheci uma menina loura por acidente, mas por sorte consegui "guinar" o carro antes.


quinta-feira, setembro 16, 2004

eleições - votos absolutos vs colégio eleitoral


Nem sempre quem ganha é vencedor.. que o diga Al Gore. Há quatro anos obteve mais 500 mil votos que Bush e perdeu as eleições.

John Kerry, que parecia estar muito forte, tem perdido pontos, muitos mesmo, nas últimas semanas. a campanha sobre o passado militar de Kerry fez mossa e o tema terrorismo/ segurança, que ressurgiu em força com o aniversário do fatidico 11 de Setembro... a campanha do medo. No entanto temas como a economia e as questões sociais ainda estão por surgir. E estas não darão novos votos a Bush.



No entanto, apesar das sondagens revelarem uma "nova" força de Bush, a verdade é que nos EUA as eleições não se decidem pela soma total de votos, mas sim pelos votos do Electoral College (Falar de eleições americanas sem usar um termo em inglês não pode!!!)
É aqui que as contas são válidas.


O colégio eleitoral tem no seu total 538 votos, o que significa que para ganhar, um dos candidatosterá que garantir 270 votos eleitorais. Há quatro anos, Bush garantiu o lugar na Casa Branca com 271 votos, enquanto Al Gore ficou-se pelos 266, nas mais renhidas e equilibradas eleições de sempre nos EUA. Há quatro anos a Florida foi tão decisiva porque antes de apurada Gore contava com 266 votose Bush 244, os 27 votos eleitorais desse estado foram decididos por pouco mais de um milhar de votos .

Segundo as sondagens, à data, Bush conta com 213 votos projectados e Kerry com 175, havendo 150 votos por distribuir, os "tossup states". No entanto estes dados são bastante voláteis e muitas vezes contraditórios, por isso "it's too close...", só a 2 de Novembro é que se saberá.
As projecções dão os seguintes indicadores:
Votos Eleitorais "garantidos" por Bush:

  • os influentes Texas - 34 votos (57% Bush/ 38% Kerry)
  • Virginia - 13 (50/45)
  • Tennessee - 11 (49/41)
  • North Carolina - 15 (55/42)
  • Missouri - 11 (48/42)
  • Georgia - 15 (53/42)
  • se a estes somarmos Alabama (9), Arizona (10), Indiana (11), Louisiana (9), etc...

No final temos um total de 213 votos para Bush.

Votos Eleitorais para Kerry:

  • California - 55 votos (51% Kerry/ 42% Bush)
  • New York - 31 (56/37)
  • Illinois - 21 (54/39)

3 estados que garantem 107 votos.

Mais Connecticut (7), Maryland (10), Massachusetts (12), Washington (11), etc... temos os 175 votos projectados para Kerry.

Chegamos assim aos outros 150 votos e serão estes a determinar o próximo presidente. Dos "indecisos" temos...

  • Colorado - 9 votos, onde existe um empate técnico a 47%, onde a decisão está nos 4% de indecisos. Sendo que este estado é um estado "democrata".
  • Michigan - 17 votos, Kerry tem uma vantagem de 3 a 4 pontos, diferença essa se tem mantido estável.. Mesmo com 4% a votar em outros candidatos - passiveis de desistir em favor de um dos fortes - ou com os 4% de indecisos, este estado deverá ficar nos "azuis".
  • Nevada - 5 votos, mais um estado "bushista" com margem minima para o filhinho do papá.
  • New Hampshire - 4 votos, renhido com vantagem kerry.
  • New Jersey - 15 votos, na "terra dos tugas" apesar de Kerry perder terreno, deverá garantir este estado, onde detem uma vantagem de 4 a 5 pontos.
  • Wisconsin - 10 votos, vantagem reduzida para Bush.

Assim as contas ficam...

Bush - 237 votos eleitorais.

Kerry - 211 votos.

Chegamos então aos "estados chave", seis no total, isto segundo o instituto "SoundStorm Survei" (eheheh), que representam 90 votos e que decidirão tudo a 2 de Novembro.

Aqui temos o Novo México, com empate técnico (há quatro anos foi a mesma coisa) mas que no entanto tem um peso relativo, não devendo ser de todo relevante, já que representa apenas 5 votos. O Iowa, com 7 votos, dá vantagem a Kerry, mas com os indecisos a condicionar. Para estes estados e a sua importancia dependerá o resultado da Florida.

  • Minnesota, 10 votos, onde Kerry sempre foi popular dispondo de uma vantagem confortável, encontra-se agora com empate técnico a 46% e 4% de indecisos.
  • Ohio, 20 votos, que à quatro anos deu uma vitória aos democratas, vira agora para Kerry, mas com pouca margem.
  • a "republicana" Pennsylvania, 21 votos, salta nas sondagem entre vantagem para um ou para outro candidato.
  • e a letal Florida, 27 votos, que há quatro anos ficou empatada a 49% e que governada pelo irmão de G.Bush acabou por ficar "vermelha" nos gráficos. As flutuações são constantes semana após semana, mas onde a base de apoio cubana poderá ser suplantada pelo voto "negro" (voto esse que tanta tinta fez correr há 4 anos, onde muitos foram impedidos de votar... isso já não acontecerá este ano).

Ao contrário do que tenho lido, Bush não está assim tão confortável, no entanto uma vitória na Florida, coloca o democrata com 264 (hipoteticamente), a seis da vitória. Logo kerry seria obrigado a ganhar os outros cinco "estados chave", podendo no máximo falhar o Novo México (5 votos). Neste cenário (Bush com Flórida e Novo México) teriamos... Bush 269 votos e Kerry 269!!! Mas isto já é divagar :)

Seja como for, estas poderão ser tão ou mais renhidas que as anteriores. E flata ainda considerar o "furacãozinho" Ralf Nader que foi letal à quatro anos para para Gore, já que os poucos votos que obteve foram suficientes para virar alguns estados. E para mim, ou Kerry consegue centrar os temas chave, sair da defesa/segurança/terrorismo para a economia/emprego/saúde, ou ele faz isso ou então... "você é o elo mais fraco, ADEUS"!

Alguns sites para mais (e melhores) informações:

Rasmussen Reports; Gallup; Columbia Journalism Review; The Pew Research Center for the People & the Press;

quarta-feira, setembro 15, 2004

Acto ou efeito de educar

Com a colocação de professores a ser o tema de audiências neste momento, aproveito o pretexto para deixar aqui duas pequenas considerações sobre este tema, nas sua vertente mais abrangente, a educação e quem a gere.

Dos vários ministros da Educação que foram titulares da pasta, pós 25 de Abril, ROBERTO CARNEIRO e MARÇAL GRILO foram os únicos ministros que ocuparam o cargo por um período de uma legislatura completa, cumprindo assim até ao fim a tarefa a pela qual foi empossado e tendo o tempo necessário para as modanças. DOIS... dois ministros, duas legislaturas completas em 30 anos.

No total 13 ministros não atingiram sequer um ano no lugar. E em 30 anos existem 24 nomes diferentes para a pasta da Educação.

Afinal educação é do Latim educatione, s. f., instrução e ensino, aperfeiçoamento das faculdades humanas... e não um feito de acção passageira.

terça-feira, setembro 14, 2004

A Républica

Acabei de comprar "A República", de Platão... apenas passei os olhos pelas primeiras páginas, no entanto...
"nenhum chefe, seja qual for a natureza da sua autoridade, na medida em que é chefe, não se propõe e não ordena a sua própria vantagem, mas a do indivíduo que governa e para quem exerce a sua arte; é com vista ao que é vantajoso e conveniente para esse indivíduo que diz tudo o que diz e faz tudo o que faz."

" o homem justo é por toda a parte inferior ao injusto. Em primeiro lugar, no comercio, quando se associam um ao outro, nunca descobrirás, ao dissolver-se a sociedade, que o justo ganhou, mas que perdeu; em seguida, nos negócios públicos, quando é preciso pagar contribuições, o justo paga mais do que os seus iguais, o injusto menos; quando, pelo contrário, se tratade receber, um não recebe nada, o outro muito. E, quando um e outro ocupam algum cargo, sucede que o justo, mesmo que não haja outro prjuízo, deixa, por nigligência, perigar os seus negócios domésticos e não tira da função pública nenhum proveito, por causa da sua justiça, Além disso, incorre no ódio dos parentes e conhecidos, ao recusar servi-los em detrimento da justiça; quanto ao injusto, é precisamente o contrário."

Quem indica um JUSTO? Um só, não peço mais ...

quinta-feira, setembro 09, 2004

O Medo e a "Realpolitik"

Por TERESA DE SOUSA (in Público)
Terça-feira, 07 de Setembro de 2004

1."Mãe, eles não nos vão matar, pois não?". O menino morreu. A mãe sobreviveu para viver e testemunhar a mais terrível das dores, que os terroristas de Beslan multiplicaram por mil, numa orgia de ódio e de violência que nunca conseguiremos explicar ou entender. É este o nosso mundo. Foi o maior atentado desde o 11 de Setembro. Nas margens da Europa, onde a Europa é mais vulnerável. Nas margens da democracia, onde a democracia é cada vez mais frágil. O novo terrorismo global só tem espaço para a violência cega, a mais incompreensível e inaceitável das violências. Não tem espaço para a negociação. Provavelmente, o sequestro da escola de Beslan terminaria com sangue, fossem quais fossem as circunstâncias. Mas, mesmo antes que o turbilhão de acontecimentos lançasse o caos e espalhasse a morte em Beslan, já toda a gente previa um banho de sangue. É esse o padrão de comportamento do regime russo de Putin. O Kremlin lida com o terrorismo controlando a informação e recorrendo à força bruta. Desde o 11 de Setembro, conta com a solidariedade incondicional das democracias ocidentais, que rapidamente esqueceram as causas mais profundas que alimentam o terrorismo tchetcheno.

Podem as democracias limitar-se à solidariedade? Estamos condenados a aceitar a força como o único instrumento e a única solução para combater o terrorismo? Fazendo
tábua rasa das causas, aceitando todos os métodos, apoiando todos os regimes?

Poder-se-ia imaginar o que se passou em Beslan numa escola de Paris? São perguntas que nos deixam perplexos mas também que nos obrigam à racionalidade.

2. O massacre insuportável de Beslan é igual ao 11 de Setembro pela dimensão da matança e pela lógica do mal absoluto que comanda os terroristas. Putin foi, no entanto, mais longe, apressando-se a apontar o dedo à Al-Qaeda. Mas a última vaga de terror na Rússia tem provavelmente muito menos a ver com Bin Laden do que a desastrosa política de Moscovo na Tchetchénia.

Em 1999, quando chegou ao poder, o Presidente russo comprometeu-se a resolver o conflito tchetcheno. Fê-lo de três maneiras: enviando de novo o exército russo para reprimir a revolta pela força; recusando qualquer diálogo com vista a uma solução negociada, mesmo com as forças mais moderadas do separatismo tchetcheno, e criando um governo-fantoche na república rebelde; pensando que podia controlar e silenciar a comunicação social. As "viúvas negras" que espalham o terror em Beslan, nas ruas de Moscovo ou nos aviões da Aeroflot são o resultado directo desta política e a expressão do seu total fracasso.

O Kremlin pôde controlar a televisão durante algum tempo, pôde ameaçar jornalistas, mas não pode tudo todo o tempo na era da internet e da globalização da informação. Hoje, Putin encabeça um regime cada vez mais autoritário e a Rússia está, no entanto, mais frágil e mais vulnerável do que nunca. Uma solução política para o conflito tchetcheno, que teria sido possível há alguns anos, é hoje uma simples miragem.

As democracias ocidentais podem ignorar tudo isto em nome do combate ao terrorismo global?

3. Pouco antes do massacre de Beslan e um dia depois das eleições do novo presidente-fantoche na Tchetchénia, os líderes da França e da Alemanha, Jacques Chirac e Gerhard Schroeder, de visita a Putin na estância de veraneio de Sotchi, não hesitaram em manifestar-lhe o seu apoio total perante a vaga de atentados que assolava Moscovo "Na Tchetchénia, uma solução política é essencial", disse o Presidente Chirac, ao lado do seu amigo Putin, parceiro inestimável da "frente da paz" contra a guerra americana no Iraque. Para acrescentar de imediato: "É por isso que a Rússia está a lutar e que está - disse-o claramente - completamente aberta a qualquer discussão sobre uma solução política".

George W. Bush, que fez do medo ao terror o grande trunfo para a sua reeleição, também não regateia ao seu homólogo russo um apoio "de qualquer espécie e em todas as circunstâncias".

A presidência holandesa da União Europeia viu-se obrigada a meter os pés pelas mãos, depois de ter descoberto até que ponto estava isolada, quando se lembrou, com todo o direito e toda a legitimidade, de pedir a Moscovo algumas explicações sobre o que se passou na escola de Beslan. "Infâmia", gritou o Kremlin. Silêncio, gritaram os líderes das principais potências europeias, amigos de Putin em todas as horas mesmo que críticos virulentos de Bush em certas horas.

Em que mundo vivemos? Certamente e cada vez mais na "república do medo". Que há-de garantir provavelmente mais quatro anos de Casa Branca a George W. Bush, mau grado o fracasso do Iraque, que é hoje, como a Tchetchénia, um alfobre de terroristas. Que coloca "Chirac contra Chirac", como escrevia o "Monde" em recente editorial, denunciando a esquizofrenia da diplomacia francesa - um dia disposta a negociar por todos os meios e vias possíveis a vida de dois jornalistas franceses reféns de um grupo terrorista no Iraque, no outro abençoando os métodos brutais de Putin na Tchetchénia e em Beslan.

Chirac, como escreve o "Monde", não hesitou em denunciar o aventureirismo americano no Iraque. Não diz nada sobre a brutalidade russa na Tchetchénia. Como se o facto de Putin intervir no que considera a sua "zona de soberania" justificasse o seu sinistro desprezo pela vida humana.

Entre a defesa dos seus belos princípios democráticos e a gelada "realpolitik", as democracias arriscam-se a perder a alma e a racionalidade.

4. Não há bom nem mau terrorismo, nem há justificação para ele em nenhuma circunstância. Mas não querer olhar as suas causas é condenarmo-nos a ficar à sua mercê. É preciso libertarmo-nos da retórica da "guerra ao terror" de George W. Bush ou da fria "realpolitik" de Jacques Chirac. É preciso examinar tanto as causas como os efeitos do terror global. Perceber que isso não é desculpá-lo mas um passo fundamental para combatê-lo. O caminho errado é aceitar tudo em nome desse combate.

"A vitória [sobre o terrorismo] dependerá do valor, da decisão e do empenho em defendermos aquilo que é valioso para nós e os EUA fazem bem em recordá-lo", escrevia há dias no "Guardian" o historiador britânico Timothy Garton-Ash, a propósito da importância para o mundo da vitória de John Kerry em Novembro. E acrescentava: "Isso dependerá de serviços secretos eficientes e de duro trabalho policial. Mas sobretudo, de que se enfrentem as causas políticas e económicas do terrorismo, para poder secar os pântanos em que se criam os mosquitos da Al-Qaeda." E também da nossa capacidade em mostrar as vantagens das nossa sociedades livres. No Iraque como na Tchetchénia.


?? Which Mythical Creature Are You ??

unicorn
You're like a Unicorn!

?? Which Mythical Creature Are You ??


terça-feira, agosto 31, 2004

O Nosso primeiro beijo...



... Renovado todos os dias desde então

sexta-feira, agosto 20, 2004

Mais algumas "pérolas olímpicas" made by Comentador Tuga

Os nossos comentadores apresentam-se nestes jogos ao mesmo nível que os atletas... deve ser das lesões!!!


O prémio "Eu conheço o tipo desde pequeno" vai para:

Os comentadores do torneio olímpico de ginástica, estes de especialistas... em farturas. Só pode, já que nunca devem ter visto o presidente do Comité Olímpico Internacional.
Enquanto a imagem mostrava uma zona da bancada onde se via claramente Jacques Rogge(presidente do Comité Olímpico Internacional):
- Temos agora uma vista parcial do público, disse a comentadora.,Silêncio.
- Não. Não. Parece-me o presidente da Federação Internacional de Ginástica, corrigiu o comentador.
-...
-... (pausa longa)
- Pedimos desculpa, mas afinal parece que quem está ali é o senhor presidente do Comité Olímpico.

E o prémio e menção honrosa "Foda-se o gajo tinha os olhos em bico" vai para:

O comentador do Tiro ao Arco.
Dirante a Final do torneio, o comentador dispara:
- Este japonês parece mesmo um japonês!
Mais à frente... assim que atirou a última seta, o atleta italiano correu para os braços do treinador e trocaram um abraço de grande alegria festejando a vitória.
- E o japonês ganha a medalha de ouro.
Mas imagens insistiam em mostrar um italiano, com pinta de italiano a gradecer os aplausos... do público italiano.
- Tal como eu disse aos nossos telespectadores, o italiano ganha a medalha de ouro.
É por estas e por outras que nas finais são erguidas as bandeiras dos vencedores.
("e agora temos o hino japonês com a bandeira japonesa a ser erguida...")

Flops Olímpicos

A revista Tempo tem uma página com o que chama de "Flops Olímpicos". Agora advinhem lá quem está mesmo ao lado da nossa selecção de futebol?
...
...

Nada mais nada menos que o nadador norte-americano Michael Phelps. O rapaz chegou a Atenas com o objectivo de ganhar sete medalhas de ouro e que só ganhou quatro de ouro e duas de bronze.
Tendo em conta que em toda a sua história olímpica, Portugal tem menos medalhas que Phelps, que hoje participa em mais uma final (com o melhor tempo de qualificação e recorde olímpico) ... Flop!!!!

Dedicado a...

Wouldn't it be nice if we were older
Then we wouldn't have to wait so long
And wouldn't it be nice to live together
In the kind of world where we belong

You know its gonna make it that much better
When we can say goodnight and stay together

Wouldn't it be nice if we could wake up
In the morning when the day is new
And after having spent the day together
Hold each other close the whole night through

Happy times together we've been spending
I wish that every kiss was neverending
Wouldn't it be nice

Maybe if we think and wish and hope and pray it might come true
Baby then there wouldn't be a single thing we couldn't do
We could be married
And then we'd be happy

Wouldn't it be niceYou know it seems the more we talk about it
It only makes it worse to live without it
But lets talk about it
Wouldn't it be nice»

(The Beach Boys - Wouldn't It Be Nice)


quinta-feira, agosto 19, 2004

'DEL'

Estava para aqui a escrever sobre as diferenças entre segredo de justiça e difamação e como ambos não são compatíveis. O texto até estava bantante interessante, bem fundamentado, fruto de alguma pesquisa jurídica e não só. Realmete estava “jeitoso”... estava, já não está. Porque fiz Delete. Perdi a vontade de escrever e publicar no blog este texto, bom no meu entender. Fi-lo porque ressaquei.
Dei por mim a pensar se recuasse uns anos, eu nem saberia o que era a direita e e esquerda, ou o conceito de arguido, culpado ou inocente. Fazia lá eu ídeia o que seria corrupção e um político era apenas o gajo que aparecia na parte chata do telejornal (o ínicio), ou mesmo que o arbito A almoçou com o dirigente B... para mim o futebol era apenas ver um jogo do Benfica e que acabava no resultado e no nome dos ídolos e num em nomes de arbitros, futebol era dizer ao meu Avô sempre que alguém de vermelho jogava e dava na televisão “não avô, aqueles não são do benfica...”.
Sabia pouca coisa da vida, mas se me perguntassem alguma coisa sobre Saturno ou Júpiter eu não me calava mais, se encontrasse alguém que me quisesse ouvir falar do megalodonte, ficava horas a divagar.
Mas cresci e hoje sei o nome do arbitro que “gamou” o meu Benfica. Cresci e sei o que é um político. Cresci e leio jornais económicos e de actualidade. E entre amigos até debato sobre estes assuntos... não me perguntem nada é sobre Mercurio ou Plutão.

Por isso carreguei em “del”, não fiz “save”, apenas apaguei, hoje apetece-me olhar um pouco para o céu... e vocês sabiam que foram descobertas duas luas novas em torno de Saturno....

O meu lado doméstico

Pelos caminhos árduos da vida quotidiana, e por um traçar de objectivos já há muito traçados, estou nos dias presentes a morar sozinho. Sozinho por completo, não é bem. Divido a minha pequena moradia com a Biatriz, e os seus cinco filhotes. Sim, filhotes, porque esses benditos e mimosos animais que são os gatos, levaram à letra tudo o que Jesus Cristo disse um dia: "Unide-vos e multiplicai-vos". A parte do "multiplicai-vos é que foi pior porque a formosa Biatriz, multiplicou por 5.

Vai daí, a minha vida tem sido o desempenho da parte paternal, visto o autor da multiplicação estar a morar noutra casa, acompanhada de mais 4 gatos: um que destroi por completo a casa à dona, o outro que faz "renhau renhu" e tem uma fístula, o outro que come que nem um alarvo e depois vomita o que ingeriu e outro que come o vomitado deste último, que mancha a reputação à comunidade felina por terem fama de serem limpos.

Logo pela manhã, sou acordado por aqueles diabretes a morderem-me os pés e arranharem-me as pernas, enquanto a mãe deles mia incessantemente, "cravando" comida, porque aquela que lhe tinha colocado no prato às 2 da manhã quando fui acordado por uma disputa futebolística por aqueles pequenos seres, já no seu prato não havia.

Partem tudo. São mais destruidores do que esse guru da destruição, Silvester Stallone, o da fitinha "gay" na cabeça. ainda hoje de manhã, vi espalhado pelo chão um monte de cinza e algumas piriscas, abonando à hecatombe um cinzeiro partido. Desde colchas manchadas de urina ainda fresca e acabadinha de sair de suas bexigas; areia espalhada pelo quarto com a fragrância a merda, comida derramada pelo chão, roupa interior guardada em gavetas juntamente com os gatos que nos surpreendem com uns pequenos olhos que brilham no escuro; livros que não são lidos mas sim arranhados; o latir de cães raivosos dos vizinhos que rasgam o silêncio com os seus horrendos uivos e latidos, a vizinha de cima que às 3 da manhã decide que o móvel não está no lugar certo, arrastando-o "silenciosamente"; a roupa para lavar, aquela que está para estender, o lixo para despejar, a loiça para lavar, a que está para guardar, os restos de comida do dia anterior, a fruta podre que foi esquecida de ser consumida, o leite ressequido que os gatos não beberam, o chão imundo por esfregar, o pó, as janelas que não deixam ver para o outro lado por serem o cúmulo da sujidade, as contas para pagar, comida, água, luz, gás, prestação da casa, seguros, prendas, jantares, comida para gatos, areia para gatos, arranhador para gatos, gatos, enfim..., as unhas para cortar, a barba por fazer, o suor, a cera nos ouvidos, caspa, pé de atleta, herpes labial, farelo para tirar do corpo........

Eu ainda estou surpreendido comigo mesmo como é que me sinto uma pessoa tão equilibrada....

Adieu e...."Miauuuu"

quarta-feira, agosto 18, 2004

mais um dia

Está feito por hoje… vou para casa, mas antes deixa cá ver o resultado d o jogo de Portugal...
... fosgasse, estamos a perder 3-2 com a Costa Rica!!!! Este resultado relembra-me um noticiário que após a “grande” vitória sobre marrocos dizia “Portugal de novo no rumo das medalhas”! Bem, deviam estar a falar do jantar, medalhões de pescada, só podia...
... com os resultados neste momento ficamos em ÚLTIMO do grupo. Mas espera lá, não é um grupo qualquer, estamos a falar dessas super equipas que são o Iraque, Marrocos e Costa Rica!


terça-feira, agosto 17, 2004

Ufaaa.....

Aqui está ele de volta… os “foda-se” é que já ninguém os tira!! Eheheh
O importante é que o template foi recuperado, mesmo que para alguns este template seja uma “bela merd...”, é trabalho caseiro e por isso fica.

Claro que tenho de deixar publicamente o meu agradecimento ao
JPG e ao seu Apdeites, já que foi graças à sua dica que acabei por resolver o problema.... MUITO OBRIGADO, o Present-Tense agradece a pequena grande ajuda.

Estamos outra vez em “produção”....


PÂNICO....

Pânico? Pânico é veres que acabaste de alterar o template do teu blog sem queres.... pânico é perderes um template personalizado que demoraste horas a fazer... fotografias, imagens, labels... tudo à vida, num segundo de experiências!
Pânico, pânico nada... FODA-SE!!! mas eu não gravei as alterações!!! FODA-SE... pânico é para rotos, homem que é homem diz "FODA-SE, JÁ FIZ MERDA"

Por sorte os comentários também não estão operacionais e ninguém pode dar baile... pelo menos aqui, no Present!!!

FODA-SE.... é que foram horas... muda o tipo de letra, muda as cores, criar um logo, imagens para os perfis...
... mas o mal já está feito, agora há que por as mãos à obra e criar um template, ao meu gosto... mas...

... FODA-SE!!!

A Razão…

Acabei o treino, estou cansado. Meto-me no carro e lá vou eu para casa. Num dos acessos à Ponte Vasco da Gama (uma curva com visibilidade reduzida) uma carrinha faz marcha a trás... no meio da faixa, com as luzes apagadas... para passar despercebida!
Como todos sabem, quando nos enganamos a entrar numa via rápida, devemos prontamente inverter o sentido de marcha e remediar o erro o mais rápido possível!
Lá vou eu para casa, já é noite, estou mesmo cansado... não devia ter corrido tanto. Perto de casa, um semáforo verde.. não sei à quanto tempo está verde, poís assim estava antes de chegar à recta. Faço o cruzamento e um Mercedes branco aparece à minha frente vindo da esquerda... do lado do semaforo vermenho! Ia batendo, estou mesmo cansado... buzino e reclamo! Para depois pedir desculpas!
Porquê?... Porque a razão está sempre do lado do “mercia” 190 branco com quatro ciganos lá dentro...


sexta-feira, agosto 13, 2004

Para fechar para fim-de-semana...

... que isto hoje foi porreiro! Parecem baratas tontas de um lado para o outro. Aqui como em todos os posts, exponho a minha visão pesssoal e como tal, não é um julgamento de verdade, apenas uma conversa entre uma jogatana de Risco (temos que marcar essa cena...) após uns minutos de pesquisa (viva a net e o Bill Gaitas).

Primeira questão: Adelino Slavado foi bem demitido (ou melhor, levado a demitir-se), mas pelos motivos errados. Ele já o devia ter feito quando decapitou e parou uma investigação (mais alguém ouviu falar naquilo do apito?) ou quando tirou Maria José Morgado do caso Moderna.

Segunda questão: Porque é que são sempre os mesmos a ficar nervosos quando se falar, mas sem dizer nada de concreto, sobre este caso?

Terceira questão (a parte cómica): O jornalista do CM é “´prevaricador” e vitima ao mesmo tempo. Isto porque a lei considera a gravação ilícita um crime, dependendo de queixa dos ofendidos (A Salvado e S Pina), mas no caso da divulgação o lesado é o jornalista. Se num caso a vítima é quem foi gravado, no outro è quem gravou. Eheheh

Quarta questão: o mundo dá voltas e se numa altura estamos no dia, a seguir estamos na noite. Então Ferro Rodrigues, que se está a “cagar para o segredo se justiça” vem agora exigir explicações sobre a violação de algo que para ele não tem impotância... ah poís é. O mais engraçado é que os mesmos que numa altura “amenizaram” as declarações de Ferro (o contexto, e enquadramento) agora queiram que Souto Moura se demita... e nem foi ele a falar, mas sim alguém que trabalha para ele (o que segue um pouco a lógica de “colagem” que o PS sempre tentou evitar entre Pedroso e Ferro).

Quinta questão: Ferro que agora se quer limpar onde cagou, falou e pediu. O triste é que lhe deverá ser feita a vontade, em nome do “pacto de regime”, e com isto a investigação vai morrendo. Mas é natural que alguém queira a cabeça de quem a anda a investigar.

E desta vez nem há europeu e os jogos olímpicos nem com iraquianos nos safamos.
Voçê é o elo mais fraco... ADEUS!


Com isto tudo, ainda não ouvi ninguém dizer o essencial, a investigação. Porque todo este circo, para o processo Casa Pia vale zero, menos que zero.