Na mesa do restaurante onde hoje me sentei na hora do almoço, estava uma revista sobre viagens a bons preços e a sítios lindíssimos como demonstrava as fotografias. Aí, folheei tentando encontrar aqueles sítios que desejava muito conhecê-los, e lembrei-me que os conheço apenas com a imaginação e não com os meus olhos.
Com os livros que tenho lido nos últimos anos, serviu para dar uma volta ao mundo: pelos sumptuosos Campos Elísios em Paris; viajei por Florença admirando as grandes e imortais obras do período da Renascença; em seguido fui até Roma vêr o Coliseu, onde foi palco de grande barbárie nos tempos do Império Romano. De seguida, queria vêr Atenas com os meus próprios olhos, depois de ter lido o grande Homero; e num estilo "Forest Gamp", estava cansado da Europa e viajei para o continente Americano para satisfazer a curiosidade como era Nova Orleães, terra Natal da escritora americana Anne Rice, sentido o cheiro das Avenidas decorados de carvalhos imponentes, ouvindo as alegres melodias do Jazz genuíno.
E ainda viajei por tantos outros sítios pela minha imaginação, que ainda hoje lhes guardo na minha memória de elefante.
Pena é que conheça apenas pela minha imaginação uma pequena parte do mundo. Gostaria tanto de viajar e conhecer novas culturas; vêr com os meus próprios olhos aqueles sítios que estão cravados na minha memória. É como se passasse para o papel tudo o que tenho na alma, ou fazer uma música que toca furiosamente dentro de mim.
Por vezes fico triste quando alguém me diz que já viu com os seus próprios olhos a abóboda da capela Cestina, e tenha contemplado as pinturas do grande Miguel Ângelo. Há quem me já tenha dito coisas como "não achei nada de especial", mas trocaria se pudesse uma vez só com alguém que tivesse essa oportunidade de ser eu a vêr e não essa pessoa.
Pela colossal "internet", tenho visto passar por e-mail fotografias belíssimas de uma estonteante beleza; tenho lido as maiores descrições do mundo por livro; tenho visto na televisão imagens que não parecem ser reais. Pelo mundo há uma beleza infinita por descobrir que deve ser contemplada, mas as sensações que os olhos nos provocam são muito mais nítidas do que a nossa imaginação, e sou e serei um eterno apaixonado por beleza, porque, embrenhando-me pelas aberrações e crueldades cometidas por esse vasto mundo a fora, da fome, da guerra, do choro aflitivo e constante de mulheres e crianças que morrem a cada segundo que passa, do ódio que raças e nações sentem e impõem coercivamente umas às outras, da perfídia, dos massacrantes noticiários que nos informam da barbárie que pelo mundo se espalha, minado por engenhos de destruição em massa e extingue do planeta tudo o que é de belo, do silvo do chicote psicológico que ainda se ouve nos locais de trabalho, por mais que nos tentem ocultar de todos nós, da inveja e cobiça, da ganância pelo poder por pessoas que sem ele deixam de existir, da maldicência e por tudo o que escurece o mundo; no meio disto tudo, essa beleza ajuda-me a mantêr-me vivo, e chegar ao final do dia e dizer que sobrevivi, e dar-me esperança por mais pequena que ela seja.
Fechando a revista dos belos destinos do mundo, todo o turbilhão de pensamentos cessou no preciso momento em que parei de folhear essas páginas, e olhei ao meu redor, vendo que estava outra vez nesse pequeno e claustrofóbico restaurante.
Se virem o Aladino, digam que quero realizar um desejo que para muitos é ínfimo mas para mim não o é: viajar...........
Adieu
quarta-feira, agosto 11, 2004
Recordo...
Sinto a tua presença
Vejo o teu corpo
Ouço a tua voz
Lembro
Recordo
Sonho
Vagueio
As palavras
O Amor
Um sonho,
É tudo como um sonho
Mas sinto que vale a pena.
terça-feira, agosto 10, 2004
O ócio!!!!
O ócio é um veneno, um inimigo a abater; uma companhia que rejeito e fujo como se faz com o fogo, com medo de nos queimarmo-nos; uma força sobrenatural que toma conta da nossa vontade, escravizando-nos num mundo do vazio e do nada, estupidificando os nossos sentidos, pensamentos e desejos, em que nada serve para passar ou aproveitar bem o tempo, essa riqueza preciosa nos tempos de hoje.
Vim agora do café lembrando-me desses ociosos tempos, por ter reparado que a meu lado, estavam as duas rainhas aqui do trabalho da cavaqueira e do real "corte e costura", como se diz lá na terra do meu pai, em que coaxavam como duas rãs num lamacento pantanal num local de trabalho onde existem os que trabalham para o seu sustento, os que trabalham em função de uma possível carreira mais sorridente e, como não podia deixar de ser, os ociosos.
Os ociosos têm particularidades que os distinguem dos outros: falam baixinho, murmurando palavras que soam a cusquice e maldicência, porque se não o fosse, comportar-se-iam naturalmente. E andam sempre aos pares como os caranguejos, pois que divertimento seria se não tivessem alguém para partilhar as suas mesquinhas reflexões sobre o que lhes é alheio? O efeito não seria o mesmo. São sempre os que contestam as decisões que se toma em função do trabalho, não apresentando qualquer melhor alternativa para o mesmo, preferindo ter a primeira pior das reacções: a contestação. Se repararem bem, têm um olhar encovado, esculpido pelo medo de serem apanhados em flagrante num delito qualquer que os compromete, e assustam-se com relativa facilidade, pois quem se dedica à espionagem, terá de olhar sempre por cima do ombro, e quando não o fazem, assustam-se inúmeras vezes. Nunca olham nos olhos quando falam com alguém. Estão sempre prontos a fugir do local quando um confronto existe por mais saudável que o mesmo confronto seja.
E isto tudo porque são ociosos. Corre-lhes nas veias um profundo pesar nos seus gostos, metas a atingir ou conversas que não as têm porque não conseguem falar do que não seja o seu tema preferido, que é para eles a maldicência. O ócio, aponderando-se deles por completo, teceu-lhes uma teia que lhe encurta os horizontes, não lhes permitindo aceitar o mundo que os rodeia, por serem incapazes de se livrarem dos seus inúteis preconceitos. Preferem saber para onde vão os outros do que saberem para onde querem ir. E se estas palavras são fruto de ser diaramente uma testemunha desses convívios baratos e fúteis, digo-vos que me afasto deles com medo de ser infectado e tornar-me num ocioso. Já lá dizia o meu sábio pai, "diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és". Já fui rotulado como o solitário aqui dos campos do labor, e se querem saber, a minha solidão é tão doce que me permite abstrair dessa gente , em que a sua vontade escasseou num momento qualquer nas suas vidas, esquecendo por completo a vigília dos seus pensamentos. Já Napoleão dizia que receava mais o ócio aliada à estupidez, do que o próprio campo de batalha, o que não deixa de ser curioso.
Mas como o chão não é totalmente firme para ninguém, poderei ser derrubado um dia e mergulhar num lago de águas ociosas, o que seria para mim uma hecatombe. Cada vez que esses tempos ociosos me visitam, sou abalrroado com uma vergonha imensa de mim próprio, chorando pelo tempo perdido e desperdiçado em pequenas coisas. O trabalho ajuda nesse sentido. Faz-nos sentir úteis e activos, mesmo fazendo aquilo que não gostamos muito mas que nos mantêm vivos e aproveitados, percorrendo na vida caminhos em que se vê um horizonte mais amplo, envolvendo-nos. É tudo uma questão de opções.
São as palavras escritas em momentos de ócio no trabalho.............
Adieu
Vim agora do café lembrando-me desses ociosos tempos, por ter reparado que a meu lado, estavam as duas rainhas aqui do trabalho da cavaqueira e do real "corte e costura", como se diz lá na terra do meu pai, em que coaxavam como duas rãs num lamacento pantanal num local de trabalho onde existem os que trabalham para o seu sustento, os que trabalham em função de uma possível carreira mais sorridente e, como não podia deixar de ser, os ociosos.
Os ociosos têm particularidades que os distinguem dos outros: falam baixinho, murmurando palavras que soam a cusquice e maldicência, porque se não o fosse, comportar-se-iam naturalmente. E andam sempre aos pares como os caranguejos, pois que divertimento seria se não tivessem alguém para partilhar as suas mesquinhas reflexões sobre o que lhes é alheio? O efeito não seria o mesmo. São sempre os que contestam as decisões que se toma em função do trabalho, não apresentando qualquer melhor alternativa para o mesmo, preferindo ter a primeira pior das reacções: a contestação. Se repararem bem, têm um olhar encovado, esculpido pelo medo de serem apanhados em flagrante num delito qualquer que os compromete, e assustam-se com relativa facilidade, pois quem se dedica à espionagem, terá de olhar sempre por cima do ombro, e quando não o fazem, assustam-se inúmeras vezes. Nunca olham nos olhos quando falam com alguém. Estão sempre prontos a fugir do local quando um confronto existe por mais saudável que o mesmo confronto seja.
E isto tudo porque são ociosos. Corre-lhes nas veias um profundo pesar nos seus gostos, metas a atingir ou conversas que não as têm porque não conseguem falar do que não seja o seu tema preferido, que é para eles a maldicência. O ócio, aponderando-se deles por completo, teceu-lhes uma teia que lhe encurta os horizontes, não lhes permitindo aceitar o mundo que os rodeia, por serem incapazes de se livrarem dos seus inúteis preconceitos. Preferem saber para onde vão os outros do que saberem para onde querem ir. E se estas palavras são fruto de ser diaramente uma testemunha desses convívios baratos e fúteis, digo-vos que me afasto deles com medo de ser infectado e tornar-me num ocioso. Já lá dizia o meu sábio pai, "diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és". Já fui rotulado como o solitário aqui dos campos do labor, e se querem saber, a minha solidão é tão doce que me permite abstrair dessa gente , em que a sua vontade escasseou num momento qualquer nas suas vidas, esquecendo por completo a vigília dos seus pensamentos. Já Napoleão dizia que receava mais o ócio aliada à estupidez, do que o próprio campo de batalha, o que não deixa de ser curioso.
Mas como o chão não é totalmente firme para ninguém, poderei ser derrubado um dia e mergulhar num lago de águas ociosas, o que seria para mim uma hecatombe. Cada vez que esses tempos ociosos me visitam, sou abalrroado com uma vergonha imensa de mim próprio, chorando pelo tempo perdido e desperdiçado em pequenas coisas. O trabalho ajuda nesse sentido. Faz-nos sentir úteis e activos, mesmo fazendo aquilo que não gostamos muito mas que nos mantêm vivos e aproveitados, percorrendo na vida caminhos em que se vê um horizonte mais amplo, envolvendo-nos. É tudo uma questão de opções.
São as palavras escritas em momentos de ócio no trabalho.............
Adieu
Maldito mês de Agosto!!!
Para mim, o mês de Agosto sempre foi aquele período que nunca senti saudade. Em tempos de escolinha, não tinha sítio para onde ir, ficando sempre em casa com os meus pais; na escola grande estudava sempre para os exames, fruto do que fazia durante o ano lectivo, em que preferia gastar o meu tempo a lêr livros de bruxas e vampiros; onde morava na casa dos meus pais, toda a gente debandava em direcção aos Algarves e outros destinos de descanso, acabando por não ir por não ter coragem suficiente para cravar dinheiro aos meus pais; e no trabalho em direcção aos algarves e outros destinos de descanso toda a gente debandava. O que eu quero explicar por singelas palavras é que sempre detestei esse que homenageia o Antigo imperador romano César Augusto: o mês de Agosto. Até com as namoradas não tinha muita sorte na idade da rebeldia, porque rumavam sempre em direcção aos algarves e outros destinos de descanso, regressando sempre com idéias frescas, ou seja, gajos frescos. O palavreado era sempre o mesmo: "Descobri que não gostava de ti", ou um não pior, "Sabes? É melhor ficarmos amigos porque não sinto por ti o suficiente para continuarmos o namoro". Enfim....
Maldito mês de Agosto!!!!
Maldito mês de Agosto!!!!
segunda-feira, agosto 09, 2004
Uma passagem rápida pela net. Umas notícias, cinco mortos no Japão, Adelino Salvado vai não vai a andar (não sei como ainda lá está e não é deste fim-de-semana), Santana, Acidentes nas estradas, Iraque.
Um correr de olhoas pelos blogs "diários" e algumas palavras ficam na mente, recalcamento, anonimato, "já era tempo para dizer algumas verdades"... mas sem dar a cara por esse pretenso sentido de justiça e honorabilidade.
Mas isto foi ócio, agora é hora de andar pela WWW na busca de conhecimento... tributação de grupo de sociedades e pagamentos por conta! Agora é a doer...
Um correr de olhoas pelos blogs "diários" e algumas palavras ficam na mente, recalcamento, anonimato, "já era tempo para dizer algumas verdades"... mas sem dar a cara por esse pretenso sentido de justiça e honorabilidade.
Mas isto foi ócio, agora é hora de andar pela WWW na busca de conhecimento... tributação de grupo de sociedades e pagamentos por conta! Agora é a doer...
Concertos contra Bush - Vote for Change tour
Pearl Jam e mais 20 músicos reunidos a uma só voz contra George W. Bush.
Pearl Jam, Bruce Springsteen and the E-Street Band, Dave Matthews Band, Dixie Chicks , John Mellencamp, Ben Harper and The Innocent Criminals, R.E.M são os nomes mais sonantes deste movimento (Act For Victory) com o objectivo que o actual Presidente dos EUA perca as próximas eleições, vai levar estes artistas numa tourné de 34 concertos por todo o país.
Bruce Springsteen um dos dos musicos mais respeitados e um dos símbolos da América, nunca antes tinha divulgado as suas preferências políticas ou participado activamente me qualquer movimento de indole político. Este ano Springsteen escreve um artigo no “New York Times” explicando porque é que vai para a estrada apelar ao voto contra Bush.
sexta-feira, agosto 06, 2004
O Meu Amor Existe
O meu amor tem lábios de silêncio
E mãos de bailarina
E voa como o vento
E abraça-me onde a solidão termina.
O meu amor tem trinta mil cavalos
A galopar no peito
E um sorriso só dela
Que nasce quando a seu lado eu me deito.
O meu amor ensinou-me a chegar
Sedento de ternura
Sarou as minhas feridas
E pôs-me a salvo para além da loucura.
O meu amor ensinou-me a partir
Nalguma noite triste
Mas antes, ensinou-me
A não esquecer que o meu amor existe.
(Jorge Palma)
É daquelas canções que me faz sonhar...
E mãos de bailarina
E voa como o vento
E abraça-me onde a solidão termina.
O meu amor tem trinta mil cavalos
A galopar no peito
E um sorriso só dela
Que nasce quando a seu lado eu me deito.
O meu amor ensinou-me a chegar
Sedento de ternura
Sarou as minhas feridas
E pôs-me a salvo para além da loucura.
O meu amor ensinou-me a partir
Nalguma noite triste
Mas antes, ensinou-me
A não esquecer que o meu amor existe.
(Jorge Palma)
É daquelas canções que me faz sonhar...
Andei aqui à volta de algumas fotografias e deparei com umas imagens simples, mas que dizem muito...
... O Nosso Primeiro Pôr do Sol!
O nascer da noite...
A Imagem do mundo é construida à medida que criamos uma imagem de nós próprios. Reproduziomos em nós o mundo e projectamo-nos no mundo, uma reciprocidade que constitui o molde com que fabricamos a nossa imagem... a nossa vida!
... O Nosso Primeiro Pôr do Sol!
O nascer da noite...
A Imagem do mundo é construida à medida que criamos uma imagem de nós próprios. Reproduziomos em nós o mundo e projectamo-nos no mundo, uma reciprocidade que constitui o molde com que fabricamos a nossa imagem... a nossa vida!
quarta-feira, julho 28, 2004
sexta-feira, julho 23, 2004
Small Surprise
Between the marble of Venus,
I’ll spread some red and blue,
Escaping stars of love from us,
I will sing a song for you.
From the plate of fruit, devour,
With juice of Dionysus,
Come to me in a darkest hour,
I will cover you with kisses.
The angels are sleeping now,
Put our music and come to sleep,
In the nest which is blessed,
By angels that are dreaming deep…
Edmond
I’ll spread some red and blue,
Escaping stars of love from us,
I will sing a song for you.
From the plate of fruit, devour,
With juice of Dionysus,
Come to me in a darkest hour,
I will cover you with kisses.
The angels are sleeping now,
Put our music and come to sleep,
In the nest which is blessed,
By angels that are dreaming deep…
Edmond
quinta-feira, julho 22, 2004
Internatos
Lembrei-me dos internatos não sei porquê. Talvez por ter andado num que tanto me orgulho de ter lá passado quase metade da minha inteira. Se me fizerem aquela pergunta óbvia de resposta rápida, eu respondo logo "sim, gostei muito de ter lá estado", antes mesmo da pergunta acabar de ser feita. Sim, é verdade. Gostei muito de ter andado numa instituição que alguns serão conhecedores, mas para efeitos de defesa não irei revelar o nome.
É engraçado pensar nas diferenças que existem entre o "lá dentro" e "cá fora". Esqueço-me por vezes que só andei lá dentro (isto soará a muitos a prisão, mas não é) e que não posso julgar os que "cá fora" andaram, mas aí há uns tempos, houve um canal de televisão que fez uma reportagem depreciativa e nojenta, dando uma imagem terrível e cruel de alguns dos internatos do país. Mas nós, mesmo sendo da considerada "raia míuda" e não sabendo tudo o que se passa, mas instintivamente, podemos afirmar que esta raça informativa, para benefício de interesses alheios, é constantemente manipulada mediante as necessidades desses "alheios". O que é certo, é que para o governo estadual sai mais caro suportar os custos destas instituições do que manter aquelas escolas do "tá-se", logo, "vamos informar o país que estas instituições reina o terror e a hecatombe, e aí teremos aos olhos de todos, motivos suficientes para encerrar todas elas, uma por uma", diriam eles em concílio sobre o destino desses mesmos internatos.
Qual é o interesse disto tudo? Eu digo-vos.
Há quem diga muita coisa sobre quem andou em colégios e internatos sem terem lá andado, e vice-versa, sejamos justos, mas uma coisa é certa: mesmo sendo diferente e ter sido um aluno de uma instituição sobre regime de internato, digo-vos que hoje em dia, sinto uma profunda gratidão pelos meus pais por terem pensado num futuro possivelmente mais promissor, pois sei dar valor e utilizar tudo aquilo que me foi ensinado e transmitir aos outros. É claro que nem tudo foi uma romaria, mas a vida é mesmo assim.
A vós peço-vos para serem justos e pensar que, se para o Estado bem como para os pais desses alunos sai caro mantêr seus filhos nessas instituições, não é com certeza absoluta por serem más. São melhores em alguma ou muita coisa. Mas partam do bom princípio humilde da vida estranha que nada é perfeito. Simplesmente...diferente.
A propósito de perfeição, lembrei-me de uma frase retirada de um filme que é: " Não há homens perfeitos. Existem é intenções que são perfeitas"
É engraçado pensar nas diferenças que existem entre o "lá dentro" e "cá fora". Esqueço-me por vezes que só andei lá dentro (isto soará a muitos a prisão, mas não é) e que não posso julgar os que "cá fora" andaram, mas aí há uns tempos, houve um canal de televisão que fez uma reportagem depreciativa e nojenta, dando uma imagem terrível e cruel de alguns dos internatos do país. Mas nós, mesmo sendo da considerada "raia míuda" e não sabendo tudo o que se passa, mas instintivamente, podemos afirmar que esta raça informativa, para benefício de interesses alheios, é constantemente manipulada mediante as necessidades desses "alheios". O que é certo, é que para o governo estadual sai mais caro suportar os custos destas instituições do que manter aquelas escolas do "tá-se", logo, "vamos informar o país que estas instituições reina o terror e a hecatombe, e aí teremos aos olhos de todos, motivos suficientes para encerrar todas elas, uma por uma", diriam eles em concílio sobre o destino desses mesmos internatos.
Qual é o interesse disto tudo? Eu digo-vos.
Há quem diga muita coisa sobre quem andou em colégios e internatos sem terem lá andado, e vice-versa, sejamos justos, mas uma coisa é certa: mesmo sendo diferente e ter sido um aluno de uma instituição sobre regime de internato, digo-vos que hoje em dia, sinto uma profunda gratidão pelos meus pais por terem pensado num futuro possivelmente mais promissor, pois sei dar valor e utilizar tudo aquilo que me foi ensinado e transmitir aos outros. É claro que nem tudo foi uma romaria, mas a vida é mesmo assim.
A vós peço-vos para serem justos e pensar que, se para o Estado bem como para os pais desses alunos sai caro mantêr seus filhos nessas instituições, não é com certeza absoluta por serem más. São melhores em alguma ou muita coisa. Mas partam do bom princípio humilde da vida estranha que nada é perfeito. Simplesmente...diferente.
A propósito de perfeição, lembrei-me de uma frase retirada de um filme que é: " Não há homens perfeitos. Existem é intenções que são perfeitas"
O voo da mente
Olho pela janela e o que vejo?
Nada. Apenas o quotidiano.
Sinto o som constante do mar piscoso - mas não o vejo;
O calor do Sol e suas maravilhas - mas não o sinto;
O toque da areia fina que escorre por entre os dedos - mas não a piso;
E à noite,
Quando o mundo dorme embalado pela Lua,
Fico deitado na íntima quietude
Contando estrelas no cintilante negro lençol.
Vi o Sol a espreguiçar-se pela manhã,
Erguendo-se solenamente em passos lentos,
Para onde um bando de gaivotas apressadas, voavam
Pois era tempo de despertar o dia.
Chilreando,
E sobrevoando a minha inútil presença,
Cantavam suavemente com a delicada Aurora.
Amanhecia...
Deixei lá na areia todos os meus pensamentos,
Porque o vazio dá espaço a outros...
Outros que agitam mares,
E outros que acalmam águas.
A contemplação tem a oportunidade de esvaziar o pensamento,
Pois quem muito pensa pouco vive,
E cansei-me ser um pensador.
No berço ocioso,
Onde o tédio me invade,
Deixa a responsabilidade para viajar pelos céus das memórias.
E memorável será sempre,
Aquele delicado beijo da Aurora.
Percorreu a calma por meu corpo,
Que agora se entorpece do ofegante tédio,
Que o papel urgente me consome.
Com a mente posso ser gaivota e voar,
Pelo azul que o céu oferece generoso.
E quando na mente uma janela for aberta,
Voltarei a voar livre,
Soando minhas melodias decorosas neste mundo que ruge,
Que aprisiona e vícia as nossas mentes,
Neste laboratório citadino e experimental.
Maldita selva de betão que me oculta o céu.
Como poderei eu voar se não avisto os meus passeios,
Sem pedras alinhadas,
Sem sinais luminosos e proibitivos?
Estaria eu agora num deserto,
Onde não se é proibido e obrigado,
E por entre as dunas de fina areia,
Não se sente ser observado pelos olhos do perigo.
De lá vim eu agora e já sinto a doce saudade...
Se me abrires a portinhola, voarei.
Não ficarei no poiso...
Edmond
Nada. Apenas o quotidiano.
Sinto o som constante do mar piscoso - mas não o vejo;
O calor do Sol e suas maravilhas - mas não o sinto;
O toque da areia fina que escorre por entre os dedos - mas não a piso;
E à noite,
Quando o mundo dorme embalado pela Lua,
Fico deitado na íntima quietude
Contando estrelas no cintilante negro lençol.
Vi o Sol a espreguiçar-se pela manhã,
Erguendo-se solenamente em passos lentos,
Para onde um bando de gaivotas apressadas, voavam
Pois era tempo de despertar o dia.
Chilreando,
E sobrevoando a minha inútil presença,
Cantavam suavemente com a delicada Aurora.
Amanhecia...
Deixei lá na areia todos os meus pensamentos,
Porque o vazio dá espaço a outros...
Outros que agitam mares,
E outros que acalmam águas.
A contemplação tem a oportunidade de esvaziar o pensamento,
Pois quem muito pensa pouco vive,
E cansei-me ser um pensador.
No berço ocioso,
Onde o tédio me invade,
Deixa a responsabilidade para viajar pelos céus das memórias.
E memorável será sempre,
Aquele delicado beijo da Aurora.
Percorreu a calma por meu corpo,
Que agora se entorpece do ofegante tédio,
Que o papel urgente me consome.
Com a mente posso ser gaivota e voar,
Pelo azul que o céu oferece generoso.
E quando na mente uma janela for aberta,
Voltarei a voar livre,
Soando minhas melodias decorosas neste mundo que ruge,
Que aprisiona e vícia as nossas mentes,
Neste laboratório citadino e experimental.
Maldita selva de betão que me oculta o céu.
Como poderei eu voar se não avisto os meus passeios,
Sem pedras alinhadas,
Sem sinais luminosos e proibitivos?
Estaria eu agora num deserto,
Onde não se é proibido e obrigado,
E por entre as dunas de fina areia,
Não se sente ser observado pelos olhos do perigo.
De lá vim eu agora e já sinto a doce saudade...
Se me abrires a portinhola, voarei.
Não ficarei no poiso...
Edmond
sexta-feira, julho 16, 2004
Férias...
É preciso saber olhar... e deixar-me levar....
... mas sou eu que escolho a estrada ou é ela que me escolhe a mim?
... mas sou eu que escolho a estrada ou é ela que me escolhe a mim?
quinta-feira, julho 15, 2004
Dois meses
As palavras:
Nenhuma é tão essencial quanto a palavra
Amor
Os actos:
Nenhum é tão essencial e profundo
quanto o acto de amar
Apaixonadamente
Pelo que se é e como se é
O essencial:
É o que descobrimos que o outro é e o que significa para nós
O essencial:
Descobrimo-lo com o tempo.
És demasiado grande para confinar a um dia. Pertences ao infinito da minha imaginação... a imaginação de um louco apaixonado. Faz hoje dois meses que te conheço, que conheci em mim um brilho diferente.
Nenhuma é tão essencial quanto a palavra
Amor
Os actos:
Nenhum é tão essencial e profundo
quanto o acto de amar
Apaixonadamente
Pelo que se é e como se é
O essencial:
É o que descobrimos que o outro é e o que significa para nós
O essencial:
Descobrimo-lo com o tempo.
És demasiado grande para confinar a um dia. Pertences ao infinito da minha imaginação... a imaginação de um louco apaixonado. Faz hoje dois meses que te conheço, que conheci em mim um brilho diferente.
A Máquina Fiscal
Quem decide pode errar, quem não decide já errou.
(Autor desconhecido)
Vamos recuar um pouco no tempo... (vou tentar simplificar a parte “técnica” da coisa). Enquadramento:
- em Junho de 2002 o IVA passou de 17% para 19% (ok, a malta paga...)
- nessa altura, as Finanças emitiram um Oficio, informando que o imposto se deve na altura da sua ocorrência, i.é, se eu vendi em Maio (iva a 17%) mas tive que emitir uma segunda factura em Agosto (em que o iva em vigor é 19%) essa segunda factura terá uma incidência de iva de 17%, já que o facto que a origina ocorreu em Maio.
- eu percebo isto, é simples. O Fisco também, já que foi quem criou a lei e as regras.
Em Abril de 2003 sou informado pelas Finanças que numa conferência às declarações de iva (do mês de Julho de 2002) da empresa onde trabalho foi detectada uma incoerência e como tal a empresa está em falta com o pagamento de iva no valor de X, que deverá fazer imediatamente. Acontece que em Julho eu liquidei facturas com iva a 19% e com iva a 17% e que a chamada “conferência” feita pelos serviços das Finanças é na verdade uma aplicação da regra de 3 simples... logo se eu tenho base tributável (facturas) no valor A, aplico a taxa de 19 e dá que terei de pagar iva no valor de Y e não X.
Como tal, a minha empresa teria de pagar o iva em falta, mais juros de mora, mais juros compensatório.
Muito calmamente respodemos às Finanças dizendo que não existe erro, que existe liquidação iva a 17%, explicamos tudo muito claramente, juntamos cópias de tudo o que é papel possível e imaginário... e está feito, eles agora lêem o processo e acertam o erro por eles cometido.
Isto é o normal, certo? Eles pensam que nós cometemos um erro, Nós esplicamos que não que o erro é deles, Eles compreendem que por vezes estas coisas de impostos não se resolvem por regras de 3 simples e dizem que não devemos nada. Isto é o normal, certo?
NÃO. Em Portugal não é assim.
Em Junho de 2004 a empresa onde trabalhas recebe uam Liquidação. Digamos que uma Liq. Oficiosa não fica lá muito bem no cadastro fiscal de uma empresa... digamos até que é mesmo muito mau... Mas mesmo uma cena grave!!!
Ok, por esta altura o termo “porreiro” não é o que aparece a seguir a “gajo das finanças”, esses &/%%#/&%$#%$#!!!!
Mas mesmo assim um tipo mantém a calma e vai com uma resma de papéis ao Bairro Fiscal... a chamada “cereja no topo do bolo”.
Depois de passares por duas ou três chafaricas, estás diante do supra-sumo em matéria de iva lá do sítio... o chefe de repartição! Após uma primeira explicação, em que o gajo cagou completamente para o que eu estava para ali a dizer (devia ainda estar com a cabeça no cabeçalho da Bola...), o tipo responde “se há uma liquidação Oficiosa, então existe uma razão para isso”... estilo, estas merdas são sérias e não são feitas por “dá cá aquela palha”.
Após uma segunda exposição de argumentos e documentos, aparece então a resposta esperada... “poís, o senhor tem razão! Não existe divida”... fixe, cool, finalmente, aléluia... pensando eu que estava resolvido... “eu não posso fazer nada, não posso alterar”. Fo#%-$&!!! É então que me explicam que a única medida que posso tomar é fazer uma Reclamação Graciosa (é o nome... graciosa, só podem estar a brincar).
Nenhuma situação é de tal modo grave que não seja susceptível de piorar...
(Frederico II )
Isto é assim, perante o facto de EU ter plena razão, terei que enviar uma Reclamação Graciosa, que é a única reacção a uma liquidação adicional de imposto efectuada pelos serviços da Administração Fiscal pela via administrativa. Os tipos têm seis meses para me responder, ou seja optar pelo seu deferimento ou indeferimento e caso não o façam, decorrido esse período sem pronuncia sobre a mesma, esta presume-se indeferida (indeferimento tácito). Conclusão, estou sempre fod#$&....
Melhor ainda é que caso eu necessite de uma Declaração de inexistência de dívidas fiscais, eles não a passam.
“poís, não lhe pudemos diferir. O senhor tem um processo oficioso pendente... na verdade tem uma divida por pagar” Ah????
Tendo em conta que na grande parte dos grandes projectos que esta empresa se envolve é preciso apresentar essa declaração ao cliente, caso contrário perdemos o negócio, fico impossibilitado de o fazer sem que tenha cometido qualquer iligalidade ou “fuga” fiscal. A única hipotese é se eu proceder ao pagamento de uma quantia que não devo.
“o melhor a fazer é proceder à liquidação e apresentar a reclamação. Depois eles reembolsam-no”
Ou seja, eu não devo nada, eles cometem o erro, sabem disso e não o podem rectificar, eu é que tenho de justificar perante a inepcia deles e no final de tudo isto tenho mesmo de pagar, caso contrário eles não me passam uma declaração imprescindível. Tudo isto porque em DOIS anos a Administração Fiscal ainda não comprendeu que a fiscalidade pode ir além de uma regra de 3 simples...
A doença do ignorante é ignorar a sua próxima ignorância.
(Amos Bronson Alcott)
quarta-feira, julho 14, 2004
Ao sabor do Sonho
Aconchegas-te um pouco mais, pousas suave o teu rosto no meu ombro. Os teus beijos sabem a ternura, no silêncio do teu abraço sinto o calor das minhas horas.
Os meus olhos encontram a paz, não estou só... e enquanto escuto o teu respirar, agradeço às estrelas o percurso que me conduziu a este encontro.
Vais morar para sempre no meu colo... basta para isso que os nossos sorrisos se confundam.
Agora, quero adormecer nos sonhos do tempo... ir à deriva ao sabor da vontade.
segunda-feira, julho 12, 2004
Deve ser!?!
A minha secretária ainda deve ter o tampo castanho??!?... não sei, os papeis em cima dela não me deixam ver.
São as pequenas coisas, "sem importância", isto numa escala de relatividade... contratos para confirmar os prazos, renovações... conferir umas coisinhas "apenas 10/15 minutos... arquivo, tenho de arrumar estes papeis nos processos (como eu ODEIO arquivo, por isso é que não faço... e uma ou duas folhas transformam-se em vinte ou trinta...).
Tenho que arrumar a secretária... mas hoje e amanhã não, tenho que acabar o Report... depois tenho que acertar uns contratos... para a semana arrumo, ah não, tou de férias... ok, fica para depois (mas depois vou ter o próximo mês para fechar, reports para fazer..........
São as pequenas coisas, "sem importância", isto numa escala de relatividade... contratos para confirmar os prazos, renovações... conferir umas coisinhas "apenas 10/15 minutos... arquivo, tenho de arrumar estes papeis nos processos (como eu ODEIO arquivo, por isso é que não faço... e uma ou duas folhas transformam-se em vinte ou trinta...).
Tenho que arrumar a secretária... mas hoje e amanhã não, tenho que acabar o Report... depois tenho que acertar uns contratos... para a semana arrumo, ah não, tou de férias... ok, fica para depois (mas depois vou ter o próximo mês para fechar, reports para fazer..........